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Uma noite

Erzählung zum Thema Innenwelt


von Lisboeta

Havia longo tempo que não sentia a doçura terna ao adormecer. Ali estava ele, a meu lado, com voz meiga, falando-me ao ouvido dos outeiros da sua aldeia, das flores singelas do campo, do azul do céu, dos ribeiros frescos onde bebera, da Natureza impondo-se em todo o redor, dos bois de corações mansos puxando carros. Fui-me deixando embalar. A voz era ritmada e poética. E pensava como era bom não mais estar sozinha. Devia ter adormecido, pois acordei de repente com um pesadelo, daqueles habituais. E lá estava ele a meu lado sorrindo-me. Sorri também, voltando-me. Fui pensando, no tempo longo em que ansiava por uma noite destas, uma noite em que reencontrasse esse consolo, como quando era menina. Fiquei um tempo a sonhar com ele acordada. Sentia-o ainda, mas já o não via, pois mantinha os olhos fechados. E com os olhos fechados só se pode sonhar as formas e as cores, não se pode ver. Perguntei-lhe ainda assim voltada de costas:
- Vais voltar?
E ele respondeu:
- Ainda aqui estou e voltarei, sempre que tu o queiras.
E assim voltada continuava a falar com ele e contava-lhe da florinha amarela e apertada entre pedras de calçada, no pátio cuidado e limpo da minha escola. E como eu sofria ao vê-la ali apertada e condenada à  morte, por crescer onde não é permitido. E como eu me sentia naquela escola, naquela sala de aula, como essa pobre flor, que não podia viver como queria e no entanto continuava a viver e a lutar por sobreviver. E ele percebia-me. Ele tinha esse amor profundo, natural, por as coisas simples que nos rodeiam. Contei-lhe, como a partir  daquele dia, eu amava cada flor mal nascida entre brechas no asfalto e como o meu coração se afligia, quando as rodas brutas as pisavam. Ele percebia.

Adormeci profundamente e sonhei com ribeiros de água fresca, com flores de várias cores alegrando os relvados, com grandes bóis mansos e pachorrentos, com céus de mil azuis, com montes de pouca altura, o suficiente para se ver as aldeias em redor. E perguntava-me o sentido de todas essas coisas. E ele respondia-me, como na realidade, que a Natureza não se explica, ela existe, só porque existe e nós vemo-la e respiramo-la pela única razão de que nós existimos e de que ela existe, e se a explicarmos, explicamos uma coisa que nós inventamos, mas que não existe.

Acordei. A luz entrava pela janela. Olhei para o lado. O livro estava fechado. Arranjei-me e fui para o escritório.

Todas me olharam interrogativas, com aquela avidez importuna por histórias picantes, que lhes excitassem as noites com os maridos. Uma afoitou-se:
- Olá, anda moiro na costa! Quem te fez esse olhar sonhador, diz lá, quem foi?
Respondi:
- Alberto Caeiro.
- Bonito nome!
E queriam que eu lhe telefonasse, para irmos todos juntos comer durante a pausa do almoço...

04.08.2009


Pessoa-Skulptur vor dem Café „A Brasileira“ im Stadtteil Chiado in Lissabon

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Veröffentlicht am 05.08.2009, 4 mal überarbeitet (letzte Änderung am 19.09.2009). Textlänge: 496 Wörter; dieser Text wurde bereits 1.693 mal aufgerufen; der letzte Besucher war ein Gast am 11.06.2020.
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